Você lembra daquela tarde de terça feira?
Você disse que me ensinaria a andar de skate, que eu poderia aprender.
Você disse que me ensinaria a andar de skate, que eu poderia aprender.
Eu duvidei é claro, nunca levei jeito para esportes e
equilíbrio você não ia conseguir fazer um milagre.
Você desceu as escadas da escola me apressando, pegou o
skate e deu na minha mão. Tudo o que eu pensei foi “okay, o que eu faço com isso?
”.
Você ficou me olhando, devia estar esperando que eu subisse
e já fosse de primeira. Nem subir eu sabia....
Você segurou as rodas do skate, por que depois de 6
tentativas eu não conseguia deixa-lo parado para subir.
Olhei para você, eu te amava, e por algum tempo sua atenção
estaria 100% em mim.
Perguntei, morrendo de vergonha, se você poderia me dar a
mão para que eu conseguisse me equilibrar, e você meio sem vontade a estendeu.
Parada, em pé, olhando para você. Isso eu consegui.
Você segurou bem firme a minha mão e começou a puxar, me
desiquilibrei completamente e puxei você mais para perto. Agarrei seu ombro, eu
não estava afim de cair. (E falando nisso, desculpa a marca de unha que eu fiz
nas suas costas).
Ficamos indo e voltando do mesmo jeito, eu não o soltava de
jeito nenhum, eu não podia.
Eu caí e quase te levei junto lembra? Que vergonha! Você riu
da minha cara.
Para revidar eu ri da sua, quando acidentalmente fiz você ir
em direção a arvore. Ops
Quando chegou a hora de voltar pra minha casa fiquei triste
é claro. Você tinha sido meu, COMPLETAMENTE MEU por meia hora, e agora tinha
que deixa-lo ir.
Você me olhava de um jeito estranho, nunca tinha me olhado
assim, ai se olhares falassem. O que passava pela sua cabeça?
Seu olhar eu nunca consegui esquecer, nem como foi difícil
me despedir de você naquele dia.
Ao chegar em casa liguei para minha melhor amiga e contei
como tinha sido maravilhoso, e pela primeira vez, deixei escapar em voz alta
“eu amo ele”...

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