3 de jun. de 2015

Grupos

Todo mundo já teve seu grupinho na escola.
Aqueles mesmos amigos formando uma potência, uma irmandade, uma aliança meio que sagrada. Ninguém entrava ou saia de grupinhos que não fosse o seu, isso seria traição.
Você, suas amigas, seu grupo, as nossas regras. Ninguém que não fosse digno entraria em nosso meio.
Você pode dizer que isso é coisa de criança, desculpa, mas éramos crianças mesmo.
Com toda essa coisa de grupos cria-se uma rivalidade. Você se torna inimiga de outros grupos e também começa a odiá-los. Uma troca de mal olhares e fofocas maldosas, não precisava de muito para acabar com a vida de alguém, ou ter a sua própria arruinada.
Então essa fase passa, nós crescemos. Entendemos que é normal seus amigos se relacionarem com outros amigos, ninguém merece aguentar as mesmas pessoas todo dia, e se forem amigos de verdade sempre estarão a sua volta.
Amigo de verdade, isso foi complicado pra mim. Na fase de grupinhos algumas meninas ficavam ao meu lado. Eu causava um “medo” o que fazia os outros terem um respeito por nós. E então quando os grupos acabam elas não sentiram mais a necessidade de se proteger atrás da minha confiança. O número de pessoas ao meu lado diminuiu, e só restaram algumas. Serão essas minhas amigas de verdade?  
Com o fim dos grupos é de se esperar que não se tenha mais inimigos. Mas algumas pessoas não crescem. Vivem sempre achando que ainda há uma rivalidade, achando que a qualquer momento vamos destruí-las. E não é mais assim.
Ainda sou odiada por um grupo de meninas. Penso que elas não gostam de mim por quem eu era à 5 anos atrás, mas eu mudei e elas não me deram uma chance de provar isso. Talvez elas ainda me considerem um tipo de ameaça, e eu não tenho mais essa intenção, não tenho nada contra elas.
E ser odiada pelos seus erros passados, por sem quem é ou era, machuca. Você não faz nada, tenta concertar e mesmo assim elas te odeiam, não te dão nem uma chance.
Eu poderia odiá-las novamente só pelo jeito que me tratam, mas não funciona assim comigo.

Eu me importo com elas. Se um dia precisarem de ajuda eu vou estar ali pra ajudar, independentemente do que elas pensavam sobre mim. Eu cresci, e se elas ainda não o máximo que posso fazer é esperar. 


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