23 de mar. de 2015

O meu lar


Hoje eu entendi o real significado daquela frase popular (e meio clichê) “Nosso lar é onde vivemos agora” ou em outras versões “ nosso lar é onde está o nosso coração, e as pessoas que amamos”. 
No tempo livre que eu passei na escola, resolvi vistar a minha sala do ano passado. 
Parei em frente a porta. Já pensei em todos os momentos que passamos por lá, todas as segundas feiras que eu entrava de mal humor, e todas as sextas que eu ia embora com a dor no coração de não ver meus amigos no fim de semana. 
Então resolvi sentar no meu lugar favorito, aquele que eu passei mais tempo e tive os melhores momentos e conversas ever. 
Consegui imaginar o Pedro sentado no lugar atrás do meu, falando aquelas piadas horríveis que ele conseguia inventar sempre… consegui imaginar o Henry do meu lado dando em cima de mim todo santo dia… 
E tem o Matheus também… acho que sentar perto dele foi para provar que eu sou uma pessoa muito paciente. KKK #desculpa 
Todas as conversas idiotas, todas as vezes que ele pegava meu material e colocava no chão, ou quando ele roubava meu tênis e saia andando por ai. O dia em que ele quebrou a janela, ou gravou meu vídeo falando em espanhol.
Acho que ele é a pessoa que mais define meus bons momentos naquela sala. 
Mas também tinham outras pessoas, o Guilherme que sempre me mandava calar a boca. O Victor que odiava o lugar dele. O Davi sentando em todos os lugares menos no dele. Minhas amigas do outro lado da sala ( e quase nunca vindo falar comigo ), o Daniel que sentava exatamente do outro lado da sala, o Gabriel que devia me odiar por que eu sempre dava tchauzinho pra ele no meio da aula, e ficava falando “ ahhh eu conheço o seu avô!” kkk tadinho dele, eu era muito chata com o pobre menino.  
Todas as broncas que a Sonia nos deu, todos os chiliques do Romildo ou os surtos do Nelson… bons momentos naquela sala…. 
Mas agora vou direto ao ponto desse texto. A explicação da tal frase. 
Ano passado eu entrava naquela sala e me sentia feliz, me sentia em casa, como se eu realmente tivesse encontrado um lugarzinho no mundo ( que não fosse meu quarto ou o sofá da sala). Não conseguia imaginar como seria no dia que saíssemos dali. Mas hoje quando eu entrei não tive esse sentimento. Por que hoje o lugar já não é mais o mesmo. 
E cá estamos, no ano seguinte, 2015… em outra sala completamente diferente, com pessoas diferentes também.
E sabe de uma coisa? Eu também me sinto em casa nessa nova sala. 
A “casa” não é importante devido à sua localização, ou seu espaço. E sim importante por que as pessoas (inclusive eu e você) estão lá, frequentando, fazendo desse lugar acolhedor. 

19 de mar. de 2015

Um novo texto

Outro dia você reclamou que eu já não escrevia mais. Sobre você, sobre mim, sobre quem fosse.
E eu tentei fazer uma surpresa na semana seguinte. Seria o texto da minha vida, o melhor, o mais verdadeiro de todos. Sem ilusões e invenções. Apenas a realidade.
Depois de trinta minutos olhando para o Word em branco, percebi que alguma coisa estava errada. As frases que estavam na minha cabeça não pareciam se conectar, nada estava fazendo sentido.
Resolvi então escutar um pouco de musica para ver se a criatividade voltava, mas eu só conseguia me lembrar de todos os momentos que vivemos juntos. Os piores e os melhores.
O tempo passou tão rápido não é? Parece que foi ontem que eu sentei ao seu lado em uma aula chata e começamos a conversar.
E assim, sem maldade ou pressa, fomos nos conhecendo.
Você com essa mania boba de implicância, e eu com a minha de decifrar os sentimentos.
Acho que de tanto me ouvir falar da minha vida, você se tornou parte dela, de um jeito um tanto "especial".
Nós nos conhecíamos tanto que eu não precisava dizer nada, você já sabia.
Entre lutar ou perder e esquecer, eu escolhi tentar. Deixei as pistas espalhadas e esperei você segui-las. Sozinha, te olhava de longe, para não interferir.
É estranho, mas não consigo mais me lembrar de como eu era antes de você. E quando você pensou em partir me preocupei. Por isso minhas crises e minhas neuras.
Você me faz feliz como ninguém nunca fez, então eu já sinto sua falta antes mesmo de ir.
Você me ajudou a encontrar a pessoa que eu sou hoje, e isso te faz mais presente em mim do que qualquer outra pessoa.
Antes de terminar esse texto, gostaria que soubesse que eu só costumo escrever sobre coisas que eu quero deixar guardadas, e quer saber? Ainda não está na hora de fazer isso com nós dois.
(Adaptação da Cronica - "Um texto pra você" - Bruna Vieira)