Hoje eu entendi o real significado daquela frase popular (e meio clichê) “Nosso lar é onde vivemos agora” ou em outras versões “ nosso lar é onde está o nosso coração, e as pessoas que amamos”.
No tempo livre que eu passei na escola, resolvi vistar a minha sala do ano passado.
Parei em frente a porta. Já pensei em todos os momentos que passamos por lá, todas as segundas feiras que eu entrava de mal humor, e todas as sextas que eu ia embora com a dor no coração de não ver meus amigos no fim de semana.
Então resolvi sentar no meu lugar favorito, aquele que eu passei mais tempo e tive os melhores momentos e conversas ever.
Consegui imaginar o Pedro sentado no lugar atrás do meu, falando aquelas piadas horríveis que ele conseguia inventar sempre… consegui imaginar o Henry do meu lado dando em cima de mim todo santo dia…
E tem o Matheus também… acho que sentar perto dele foi para provar que eu sou uma pessoa muito paciente. KKK #desculpa
Todas as conversas idiotas, todas as vezes que ele pegava meu material e colocava no chão, ou quando ele roubava meu tênis e saia andando por ai. O dia em que ele quebrou a janela, ou gravou meu vídeo falando em espanhol.
Acho que ele é a pessoa que mais define meus bons momentos naquela sala.
Mas também tinham outras pessoas, o Guilherme que sempre me mandava calar a boca. O Victor que odiava o lugar dele. O Davi sentando em todos os lugares menos no dele. Minhas amigas do outro lado da sala ( e quase nunca vindo falar comigo ), o Daniel que sentava exatamente do outro lado da sala, o Gabriel que devia me odiar por que eu sempre dava tchauzinho pra ele no meio da aula, e ficava falando “ ahhh eu conheço o seu avô!” kkk tadinho dele, eu era muito chata com o pobre menino.
Todas as broncas que a Sonia nos deu, todos os chiliques do Romildo ou os surtos do Nelson… bons momentos naquela sala….
Mas agora vou direto ao ponto desse texto. A explicação da tal frase.
Ano passado eu entrava naquela sala e me sentia feliz, me sentia em casa, como se eu realmente tivesse encontrado um lugarzinho no mundo ( que não fosse meu quarto ou o sofá da sala). Não conseguia imaginar como seria no dia que saíssemos dali. Mas hoje quando eu entrei não tive esse sentimento. Por que hoje o lugar já não é mais o mesmo.
E cá estamos, no ano seguinte, 2015… em outra sala completamente diferente, com pessoas diferentes também.
E sabe de uma coisa? Eu também me sinto em casa nessa nova sala.
A “casa” não é importante devido à sua localização, ou seu espaço. E sim importante por que as pessoas (inclusive eu e você) estão lá, frequentando, fazendo desse lugar acolhedor.

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