Ela não era popular. Nem bonita. Não era inteligente e nem muito engraçada. Não tinha uma personalidade forte e nem algo marcante. Na minha opinião ela era apenas uma menina qualquer.
Não tinha o menor jeito consigo mesma. Era desarrumada e não dava a minima para aparência... nunca teve a menor confiança em si mesma.
Mesmo assim uma fila de meninos se formava atrás dela. "O que eles vêem nela?" todas nós nos perguntávamos. Não por ciumes ou coisa do tipo, mas sinceramente, ninguém achava que ela seria o tipo de garota por qual os meninos da nossa idade se apaixonariam.
Houveram 4 garotos, conhecidos meus, que se apaixonaram por ela. O motivo, acho que nem eles sabem explicar. Uns se apaixonaram de verdade, do fundo do coração, outros só tiveram uma leve queda.
Dos quatro, um sofreu de verdade. Ela partiu o coração dele de uma forma que eu não achava possível. Ele era todo orgulhoso de si, nunca deixou ninguém abalar sua confiança, mas ela conseguiu mexer com ele. Passou dias de cabeça baixa, triste, depressivo até. Ouvia musicas de amor, pra sofrer mais talvez, falava umas coisas profundas que só reforçavam o fato que ele não deveria ter se apaixonado.
Outros dois só levaram um fora. Um deles namorou com ela, coisa de semanas, até ela perceber que não o queria também. Mais dois corações partidos foram adicionados a lista.
Um dos meus amigos mais antigos então se apaixonou por ela.
No começo eu achei que ele partiria o coração dela, mas com toda a fama de corações partidos que ela já havia montado fiquei na duvida. Eles não deram certo. Não eram nem um pouco parecidos, não teria como fazer um milagre com aquela relação.
Mesmo com essas histórias ainda tem gente que se interessa por ela. Que tentam agradá-la e dizer o quão linda ela é. Gente que fica dando em cima e criando expectativas.
Com a facilidade que ela tem de partir corações não acho que esses quatro sejam os únicos.
Gostaria de poder avisar aos outros, poder evitar mais corações na lista. Mas não tem como evitar, ela ainda partirá corações.
26 de jul. de 2015
13 de jul. de 2015
Sabia
Sou meio que dependente de você sabia?
A partir do momento que começamos conversar todos os dias eu
soube, era você.
Era você que teria que escutar as minhas bobagens, minhas
ideias absurdas, meus desabafos, meus descontentamentos, minhas esperanças,
sonhos e tudo mais o que eu tinha que falar.
Era você que estaria ali para me dar um bom conselho ou me
ajudar a tomar uma séria decisão em um momento difícil.
Você que me diria bom dia todos os dias e que diria boa
noite toda vez que fosse dormir.
Você seria minha companhia. A única que eu gostaria de
manter para o resto da vida.
Você faria eu esquecer todo o resto das coisas para começar
a pensar em apenas uma, nós.
Eu sabia que haveriam momentos de briga, de discordâncias,
de discussões bobas e sem importância. Temia que a qualquer momento você
desistisse de toda essa relação/amizade que nós tínhamos no começo.
Sabia que um dia você me traria flores, e faria aquela
famosa pergunta, aquela que eu mais esperava que fosse feita.
Mas eu também sabia que se fosse para ser, seria. E com todas
essas certezas na minha cabeça eu esperava. Impaciente e ansiosa do meu jeito,
esperei.
E quando chegou a hora, foi perfeito...
As coisas que eu sabia que aconteceriam realmente
aconteceram.
E eu sou tão feliz, você me faz tão feliz. Só quero
agradecer por todas as pequenas coisas que você faz, por toda a paciência que
você tem, e por ser quem você é.
Eu sabia que ia me apaixonar por você. E eu estava certa.
4 de jul. de 2015
Dor
Tive uma faze ruim, onde tudo deu errado, onde eu parei de acreditar que as coisas podiam melhorar.
Coisas mudaram, e vieram muitas coisas boas, mas aquela faze anterior deixou marcas e cicatrizes que não tem como apagar.
Isso reflete em quem eu sou hoje. Eu não era assim triste e pessimista, mas depois de tudo foi nisso que me tornei.
Tive que suportar essa dor, escondê-la lá no fundo e mesmo com todo o meu esforço ela volta. Vem pesar no meu coração e dominar meus pensamentos.
Não espero que você entenda o que eu sinto, que tente amenizar a dor, isso seria impossível.
Dói, e vai doer pra sempre, nada será capaz de curar todos os danos que me fizeram. Nenhum fato vai desaparecer.
Só entenda que eu não sou perfeita. Eu tenho sim meu lado triste e meio obscuro, que ninguém vai conseguir mudar. E que por mais que eu tente fazê-lo sumir ele permanece.
Aceitem quem eu sou apesar de tudo. E se a dor for contagiosa se afaste, não torne minha tristeza na sua.
Essa dor faz parte de mim agora, eu sinto muito.
2 de jul. de 2015
Saindo do sofá
Eu cansei dessa monotonia, da mesmice do dia a dia, da mesma rotina e deveres.
Cansei de, na escola, ser tratada como uma maquina sem opinião, apenas sendo treinada para aprender os mesmos fatos insignificantes ou formulas e cálculos.
Cansei de voltar para casa e ficar completamente sozinha, no silencio. Sem coisas novas e diferentes para fazer, apenas passando o dia inteiro na TV ou no computador.
Minha mãe disse uma coisa esses dias, provavelmente eu interpretei de outra forma do que a dela, mas ela disse o seguinte: a vida está passando lá fora e você está aqui sentada.
Obviamente ela quis dizer para eu sair um pouco do sofá e fazer algo útil, mas eu posso ver um outro significado para essa frase.
De fato, estamos tão focados na nossa rotina, no pequeno mundo que criamos que não vemos o que está além disso, o que o resto do mundo tem para nos oferecer.
Novos lugares e culturas, novas pessoas e modos de vida, novas metas e trabalhos divertidos... tudo isso está lá, à nossa espera. Mas se continuarmos do jeito que somos, que fomos "treinados" para ser, nunca vamos sair para descobrir tudo isso.
Temos que nos desabituar a certas coisas, precisamos quebrar os costumes e regras para descobrir novas coisas, um novo mundo talvez.
Eu quero mudança, eu não gosto desse pequeno e limitado mundo que criaram para mim, eu quero sair, expandi-lo e torná-lo espetacular.
Mas concluo então, que se eu quero que as coisas mudem eu tenho que ser a primeira mudança. Todos nós na verdade.
Precisamos mudar o jeito de enxergar as coisas, o jeito de entender os fatos e o nosso modo de agir.
Como?
Ninguém sabe eu acho. Se soubessem provavelmente já teriam resolvido esse problema.
Mas talvez nós podemos criar esperança e o desejo da mudança, assim talvez teriam mais chances de acontecer.
Vamos então sair do sofá (no caso a rotina) e procura a fazer algo de útil...
Mudar o mundo talvez.
Cansei de, na escola, ser tratada como uma maquina sem opinião, apenas sendo treinada para aprender os mesmos fatos insignificantes ou formulas e cálculos.
Cansei de voltar para casa e ficar completamente sozinha, no silencio. Sem coisas novas e diferentes para fazer, apenas passando o dia inteiro na TV ou no computador.
Minha mãe disse uma coisa esses dias, provavelmente eu interpretei de outra forma do que a dela, mas ela disse o seguinte: a vida está passando lá fora e você está aqui sentada.
Obviamente ela quis dizer para eu sair um pouco do sofá e fazer algo útil, mas eu posso ver um outro significado para essa frase.
De fato, estamos tão focados na nossa rotina, no pequeno mundo que criamos que não vemos o que está além disso, o que o resto do mundo tem para nos oferecer.
Novos lugares e culturas, novas pessoas e modos de vida, novas metas e trabalhos divertidos... tudo isso está lá, à nossa espera. Mas se continuarmos do jeito que somos, que fomos "treinados" para ser, nunca vamos sair para descobrir tudo isso.
Temos que nos desabituar a certas coisas, precisamos quebrar os costumes e regras para descobrir novas coisas, um novo mundo talvez.
Eu quero mudança, eu não gosto desse pequeno e limitado mundo que criaram para mim, eu quero sair, expandi-lo e torná-lo espetacular.
Mas concluo então, que se eu quero que as coisas mudem eu tenho que ser a primeira mudança. Todos nós na verdade.
Precisamos mudar o jeito de enxergar as coisas, o jeito de entender os fatos e o nosso modo de agir.
Como?
Ninguém sabe eu acho. Se soubessem provavelmente já teriam resolvido esse problema.
Mas talvez nós podemos criar esperança e o desejo da mudança, assim talvez teriam mais chances de acontecer.
Vamos então sair do sofá (no caso a rotina) e procura a fazer algo de útil...
Mudar o mundo talvez.
23 de jun. de 2015
A culpada
Hoje eu surtei na aula. Por um motivo bobo, aparentemente. Quem via devia achar que eu estava sendo dramática, e sim eu também teria me julgado dramática... Mas fato é que só eu sabia o que estava se passando na minha cabeça, eu entendia que aquele não era o motivo de todo o drama mas sim tudo que estava acumulado dentro de mim.
Todo o stress, todas as sobrecargas, toda infelicidade, toda a vontade de ir em bora e nunca mais voltar.
Eu sempre tive essas coisas dentro de mim, mas desde pequena eu soube guardar pra mim, ficar quieta.
Ultimamente sinto que já estou cheia, não consigo mais guardar tantas coisas ruins dentro de mim, mesmo que ainda seja necessário.
Eu tento culpar as coisas e as pessoas. Tento fazê-las o motivo da minha infelicidade, tento culpá-las por sempre me olharem com uma cara de decepção, de me fazerem sentir como uma decepção. Mas sabe? A culpa não é delas.
A culpa é completamente minha, desde a infância até agora. O jeito que sempre me fiz ser, todas as exigências, todo o perfeccionismo, todas as regras que eu criei. A culpa é minha de acreditar que eu podia fazer tudo sem ajuda, que eu poderia ser boa em qualquer coisa e que tudo dependia de mim.
Mas recentemente eu tenho falhado. Em tudo. Na escola, nas tarefas, em casa, com meus amigos... eu estou errando, uma, duas, três vezes...
Sinto que todos olham pra mim com decepção, como se eu não tivesse mais jeito, como se eu já fosse um caso perdido. Mas eles não me veem assim, nem estão olhando pra mim.
Eu é que estou me sentindo uma decepção, eu que estou me olhando com julgamentos idiotas, julgamentos que eu mesma criei.
Demorei, mas entendi. É tudo a minha culpa.
Fico pensando que a menina confiante que existia à uns 2 anos atrás teria muito desgosto de olhar pra quem eu virei agora, ela odiaria olhar pra mim e falar "isso é o meu futuro".
Então, estou me culpando de ter feito tudo isso comigo, sim. Mas eu sei que de algum jeito, custe o que custar, eu mesma terei que mudar. Eu vou ter que me reerguer, me olhar no espelho e novamente acreditar que eu sou capaz. Capaz de qualquer coisa.
12 de jun. de 2015
Para o namorado...
Como poderia
começar? Dizendo que você é o namorado mais perfeito do mundo, que eu te amo
mais do que qualquer coisa que exista na face da terra ou que eu quero ter você
para sempre na minha vida?
Tudo que eu disse você já sabe e
creio eu que está cansado de ouvir, enjoado das mesmas palavras de sempre. Eu
paro e olho para você com esse rosto lindo, esses olhinhos que pedem carinho e
atenção todas as horas do dia, os mesmos olhinhos que poderiam iluminar toda
minha vida, sem precisar da ajuda do sol ou de algumas lâmpadas escondidas por
aí.
Ainda olhando pra você, vejo essa
boca que me chama de linda várias vezes e que quando o meu coração escuta, ele
quase para. Essa pele macia que ao tocar em mim faz meu coração disparar, esses
braços que me envolvem e me protegem do mundo, que não deixam que nada de ruim
aconteça comigo, esses pés que me guiam por onde quer que eu vá e que eu sei
que sempre vão estar ali para me guiar quando eu não souber qual caminho
seguir.
Você é um namorado perfeito, não
tenho dúvida nenhuma em relação a isso, você sim, sabe cuidar de mim, sabe me
deixar tranquila quando tudo cai ao meu redor, me protege de tudo e de todos,
não deixa que nada de ruim aconteça, e me ensina também a não deixar que
ninguém faça nada quando não tenho você para me proteger.
Você é a minha base, o meu sustento,
aquele que me dá forças para levantar, aquele que me dá forças para aguentar
todo esse mundo, todas essas pessoas.
Você sabe como era minha vida antes,
para mim é uma memória distante mas que ainda mora no canto obscuro do meu
coração, como uma cicatriz.
Você trouxe luz para a minha vida, me
salvou de tudo que estava acontecendo comigo, me tirou de uma vida que não
pertencia a mim.
Obrigada por ter me aceitado na sua
vida, por ter aberto uma portinha para mim no seu coração, por ter deixado eu
tomar conta de você, por me perdoar várias vezes, por ser quem é, por cuidar de
mim melhor do que qualquer pessoa, por estar sempre do meu lado, enxugar minhas
lágrimas e não deixar elas caírem, por me deixar ser quem eu sou sem precisar
de mudar meu jeito e por me amar.
Meus sentimentos por você são os mais sinceros
e verdadeiros, sentimentos que nenhum outro ser humano consegue sentir. Eu
nunca vou te trocar, eu não quero cometer erros com você e nem vou, não quero
te magoar e nem fazer você sofrer. Quero sempre te deixar feliz, te fazer rir,
te dar beijos de surpresa, te roubar beijos, te surpreender várias vezes e ser
feliz para sempre com você.
Eu te amo mais do que você pensa.
5 de jun. de 2015
Skating
Você lembra daquela tarde de terça feira?
Você disse que me ensinaria a andar de skate, que eu poderia aprender.
Você disse que me ensinaria a andar de skate, que eu poderia aprender.
Eu duvidei é claro, nunca levei jeito para esportes e
equilíbrio você não ia conseguir fazer um milagre.
Você desceu as escadas da escola me apressando, pegou o
skate e deu na minha mão. Tudo o que eu pensei foi “okay, o que eu faço com isso?
”.
Você ficou me olhando, devia estar esperando que eu subisse
e já fosse de primeira. Nem subir eu sabia....
Você segurou as rodas do skate, por que depois de 6
tentativas eu não conseguia deixa-lo parado para subir.
Olhei para você, eu te amava, e por algum tempo sua atenção
estaria 100% em mim.
Perguntei, morrendo de vergonha, se você poderia me dar a
mão para que eu conseguisse me equilibrar, e você meio sem vontade a estendeu.
Parada, em pé, olhando para você. Isso eu consegui.
Você segurou bem firme a minha mão e começou a puxar, me
desiquilibrei completamente e puxei você mais para perto. Agarrei seu ombro, eu
não estava afim de cair. (E falando nisso, desculpa a marca de unha que eu fiz
nas suas costas).
Ficamos indo e voltando do mesmo jeito, eu não o soltava de
jeito nenhum, eu não podia.
Eu caí e quase te levei junto lembra? Que vergonha! Você riu
da minha cara.
Para revidar eu ri da sua, quando acidentalmente fiz você ir
em direção a arvore. Ops
Quando chegou a hora de voltar pra minha casa fiquei triste
é claro. Você tinha sido meu, COMPLETAMENTE MEU por meia hora, e agora tinha
que deixa-lo ir.
Você me olhava de um jeito estranho, nunca tinha me olhado
assim, ai se olhares falassem. O que passava pela sua cabeça?
Seu olhar eu nunca consegui esquecer, nem como foi difícil
me despedir de você naquele dia.
Ao chegar em casa liguei para minha melhor amiga e contei
como tinha sido maravilhoso, e pela primeira vez, deixei escapar em voz alta
“eu amo ele”...
3 de jun. de 2015
Momentos
Dizem que a vida foi feita de momentos. Que os melhores
duram pouco, e que tudo anda muito rápido.
As vezes fecho meus olhos e imagino alguns momentos. Uns tão
bons que quero guardar para sempre em minha memória, e outros que eu adoraria
deletar.
A questão é que ninguém falou que na vida só temos momentos
bons, e nem apenas momentos ruins. Dizem “momentos”.
No meu ver, momentos deveriam ser apenas os bons. Momentos
são aquelas horas maravilhosas que você nunca vai esquecer.
Momentos como o primeiro hambúrguer, o primeiro parque de
diversões, a primeira noite na casa das amigas, o primeiro 10 em matemática (não
consegui ainda), a primeira paixão, o primeiro beijo.... E por ai vai.
Mas se momentos são apenas as coisas boas, como eu poderia
chamar as coisas ruins?
Todos temos momentos ruins, aquelas cenas que gostaríamos de
esquecer para sempre, pessoas que gostaríamos de nunca ter conhecido e dias que
nunca fizeram a diferença.
Por exemplo uma segunda feira. Fui a escola, voltei, fiz
lição, vi TV, mexi no computador, jantei, dormi. Sem emoções, nada de
diferente. Não posso chamar isso de momento.
Mas posso dizer que os momentos não só estão nas coisas grandiosas
como a primeira viagem internacional, mas também em pequenas coisas, como um
abraço apertado de quem amamos.
Algumas pessoas esperam tanto pelo grande momento de suas
vidas que acabam se decepcionando pois eles não eram tão grandiosos. Algumas
perdem a vida inteira, talvez, sem perceber que teve bons momentos que poderiam
ser lembrados para sempre.
Volto então no que dizia antes. Sim, a vida é cheia de
momentos, a questão é: você os dá valor?
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