Ontem, meu presente estava encarando aquela grande quantidade de passado, pensando naqueles momentos, tentando trazer novamente à memória as coisas que mais sinto falta. Enquanto olhava, passeava pelas histórias, pelos bastidores daquelas fotos, lembrava de todos os sentimentos omitidos por trás daquele meu sorriso.
Muito mudou, na verdade, tudo mudou.
As pessoas, as amizades, os passeios, os aniversários, as turmas e eu mesma. Nada está como era antes. As amizades que eu achei que teria para sempre, hoje estão separadas. Cruzam comigo no corredor e é como se nunca tivéssemos sido amigos, como se nunca tivéssemos passado meses e meses de recreio um na companhia do outro, como se os segredos e os desabafos nunca tivessem sido contados. Amigos que eu esperava ter criado uma intimidade, que esperava ter feito a diferença na vida deles, que esperava ter sido notada.
Pessoas que entram na nossa vida e em um simples piscar de olhos já se foram. Pessoas que prometem ficar para sempre e não se dão nem ao trabalho de dizer adeus quando resolvem partir. Pessoas que sorriem para as fotos como se aquela alegria fosse durar para sempre.
Já diria o Ed que "Deveriamos manter as memórias nas fotografias, onde os olhos nunca se fecham, os corações nunca serão partidos e o tempo ficará parado para sempre." Sim, aquela memória estará sempre ali, aquele momento estará para sempre marcado. Mas nós sabemos o que aconteceu depois daquela foto. Nós sabemos dos olhos que se fecharam, dos corações que foram partidos. Nós sofremos com o depois, sofremos ao olhar aquela foto e pensar que nada será igual.
Então, depois de tanto analisar, eu me perguntei: por que eu não tiro essas fotos e coloco algumas atuais?
A resposta eu não sei ao certo. Parte de mim gosta de ver o passado, gosta de reviver os momentos através das fotografias. Mas outra parte de mim sabe, que o que nesse exato momento é atual amanhã pode ser apenas outra lembrança qualquer, grudada na parede do meu quarto.

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