17 de fev. de 2015

E agora?

Eu nem sei por onde começar, eu não estou preparada pra isso.
Eu ouço o nome dele e meu coração já não funciona do jeito correto, tenho vontade de sorrir, de chorar, de abraça-lo e sair correndo.
Talvez eu ainda não tenha superado o que aconteceu ou talvez eu ainda não esteja pronta pra sorrir e fingir que eu estou melhor do que nunca.
Por algum motivo ou razão eu não consigo esquece-lo, tudo me faz lembrar das frescuras que ele tinha. O cheiro de camomila, uma blusa de super-heróis, musica sertaneja, estampas de boquinhas... é difícil esquecer quando tudo isso está a sua volta.
Não sei como vou suportar vê-lo todos os dias, não me imagino feliz sabendo que ele estará por perto.
E ao mesmo tempo não consigo imaginar uma vida sem ele. Afinal... foram tantos anos juntos, compartilhando o mesmo ambiente, as mesmas situações, os “mesmos” amigos...
Nessas horas eu gostaria de ter alguém que me explicasse qual é o real sentido disso tudo. Por que eu realmente não entendo.
Não acho que eu possa aceita-lo de volta como se nada tivesse acontecido, mas também não posso me despedir ou ignorá-lo para sempre.

Acho que não tem uma saída para esse tipo de problema, ou eu enfrento, ou eu enfrento.  

9 de fev. de 2015

(eu só sei desabafar mesmo)

Sabe, esses últimos meses não tem sido fáceis para mim.
Estou brigando frequentemente com minha mãe e meu irmão, minha casa já não é um "doce lar" como dizem, minhas amigas não estão na mesma turma que eu, sinto falta das conversas paralelas (kk) dos altos papos e da canalização que eu fazia com a Bel (entendedores entenderão). Eu posso ter mudado um pouco, ter ficado um pouco mais mal humorada, mais chata, bem insuportável talvez...
E tudo que eu mais queria era ver, no primeiro dia de aula, o meu melhor amigo ali. Falando comigo, me irritando do jeito que sempre fazia, tirando o celular da minha mão e me fazendo peguntas nadavê que eu simplesmente gostava de responder.
Tinha todas as conversas já em mente, já tinha o mês inteiro planejado, os lugares da sala, as brincadeiras idiotas, os dias de Subway, as aulas de reforço (entendedores entenderão 2)...
Mas então, nada do que eu previa e desejava aconteceu.
Esse meu amigo nem falou comigo, nem uma simples palavra, nem um "bom dia" ou um "me passa a lição".
É a pior sensação do mundo quando nada do que você queria acontece.
Sei lá, parecemos completamente desconhecidos. Como se nunca tivéssemos nos falado.
Uma mistura de raiva, ódio, amor, intolerância, cansaço, dor de cabeça, tédio, falta de paciência... prazer "eu" no estado atual.

30 de jan. de 2015

Tudo fez sentido agora

As vezes eu tenho as minhas crises, meus momentos instantâneos de depressão onde eu torno qualquer coisa dez milhões de vezes pior. (O que na minha opinião eu acho normal, pois olha a minha idade).
As vezes alguma coisa aconteceu em casa, ou brigamos com alguém, falamos coisas que não deveríamos ter falado ou até agimos de maneira ruim. Acho normal ter aquele grande tempo para pensar nas ações e ver que errada era você (chamo isso de pausa para a reflexão).
E em um dia qualquer durante a aula eu tive uma crise dessas, parei um pouco e fiquei muito tempo calada.
Como não sou uma pessoa que costuma ser quieta logo minhas amigas repararam que eu não estava tendo um dia bom. Uma delas me perguntou o que eu tinha, mas eu não estava afim de responder.
Então um antigo amigo meu (nem tão amigo assim) disse o seguinte:
“Ela fica nesse estado depressivo à toa, fica sendo dramática só para as pessoas notarem, e também por que ela deve achar que só ela tem problemas”
Na hora eu me revoltei, tive vontade de gritar com ele, por que eu realmente estava muito chateada, e sim queria que alguém percebesse e viesse me “consolar”, mas isso não era o REAL motivo de toda aquela “cena”.
Não gosto de ser afetada pelas pessoas e seus comentários idiotas, então eu simplesmente ignorei o que ele disse.
Hoje, muito tempo depois, eu entendi o que ele havia dito.
Uma amiga minha veio conversar comigo e começou a listar todos os problemas da vida dela, eu não estava muito afim de escutar mas eu continuei ali, e entre problemas e problemas fui ficando irritada.
As pessoas transformam qualquer mínima dificuldade em um enorme problema, como se fritar um bife fosse mais “grave” do que uma família que está sendo mandada embora de suas próprias casas.
Tudo fez sentido então.
Eu transformei um coração partido no maior problema de todos, e fiquei insistindo que realmente era grave. Só que existem pessoas ai no mundo com problemas realmente muito maiores e que estão em silêncio para não preocupar os outros. Talvez essa pessoa possa estar ao seu lado, com um sério problema de família, ou alguém especial está passando dificuldades de saúde, ou até a própria pessoa possa estar se sentindo mal em relação a ela mesma...
E de qualquer jeito achamos que só nós temos problemas, e que o resto das pessoas está bem e a nossa disposição para quando entramos em crises dessas.  
E hoje pensando nesse meu amigo, peço-lhe desculpas, agora eu entendo.

26 de jan. de 2015

A montanha negra

Eu escrevi esse texto (no link) para um trabalho de escola.
A  ideia era fazer uma história de terror, mas confesso que ficou meio suspense. Penso em continuar escrever... talvez vocês gostem da historia.
:)

Mens insana in cor sano: Insana convidada* - A montanha negra

- Mais um desabafo sobre: aulas -

Falta só mais uma semana paras as férias acabarem. Não sei se choro ou se comemoro.
Eu já estava meio enjoada das férias, todos os dias estranhamente parecidos (tirando algumas exceções), filmes e programas chatos na tv, reprise de todos os episódios que você já viu (e decorou), e sua mãe mandando você guardar a louça e fazer algumas coisas para "ajudar a casa"... é férias, já deu né?
Mas ao mesmo tempo não tenho a menor vontade de ir para a escola.
Sim, a escola tem seu lado bom, ver todos os dias seus amigos, colocar os papos em dia, ver aquele menino lindo da outra turma... mas acho que temos mais lados ruins: ver aquelas meninas chatas que só estão lá pra ficar enchendo o saco e falando mal de você, aquela professora chata que acha que você é a unica conversando, lição de casa, novos horários, lição de casa, meninos irritantemente irritantes, lição de casa, aula de francês... eu já disse lição de casa?
Nossa, pra mim lição de casa é o pior.
Dentro da escola ter que suportar todas essa coisas chatas até que ok, mas levar toda a chatice de uma lição para casa? Aff.
Todos os anos achamos que podemos mudar, talvez melhorar as notas, não perder o material, ou até mesmo ser a queridinha do professor (há há, impossível)... fato é que nós não conseguimos.
Vou sempre ficar com a nota raspando em historia, com uma nota "normal" em educação fisica (no caso um 7,5) e com 10 em artes.
Os garotos bonitos vão sempre ser "abduzidos" pelo grupo popular e as garotas novas vão ser sempre olhadas de olho torto pelo "grupo falsidade" (esse grupo, no caso, são as meninas populares, que na verdade nem são populares... só se acham mesmo).
Falando nisso todas as escolas tem esse GRUPO FALSIDADE né?
Pelo amor, vamos exilar essas meninas? "SIMMMMMMMM"
Tá, desculpa, estou sendo meio chata aqui.
Mas fato é que as aulas estão ai... e eu não estou psicologicamente preparada para isso.


17 de jan. de 2015

Confesso que sou idiota

Não sei vocês, mas sou do tipo de pessoa que se envolve profundamente em qualquer situação ou motivo. 
Uma amizade, um segredo, uma paixão, uma briga... Aquele tipo de pessoa que transforma tudo em drama. 
Com esse tipo de atitude o mínimo que posso esperar são decepções, e não do tipo pequenas, me refiro à grandes decepções. 
Sou daquele tipo de pessoa que sofre muito por causa de uma briga ou de um simples vácuo no Whattsapp, que transforma uma pequena tristeza em um desastre mundial.
É nessas horas de explosão digo a mim mesma que nunca mais vou desculpar a pessoa que me magoou, que nunca mais irei olhar para ela/ele. 
Bloqueio nas redes sociais e tento criar um ódio profundo por essa pessoa, tento esquecê-la e admitir que estou melhor sem ela. 
Tudo ótimo, a tática de ódio funciona, até o certo momento que bate a saudade, que as memórias retornam à toa. 
Nessas horas procuro uma ajuda amiga, alguém que sempre estará disposta a ouvir. 
Ela me faz relembrar dos fatos, reviver o momento de explosão e ódio, e me ajuda a ficar firme. 
Mas sou menina, e assim como 98% delas tenho um ponto fraco, o coração. 
E de repente, de uma hora pra outra a pessoa que tanto havia me magoado volta, com aquele jeitinho fofo de ser, e acerta em cheio onde mais dói, aquele lugarzinho mesmo onde o restinho de sentimento está repreendido. 
E na hora parece que aquele muro de ódio desaba, que nada mais do passado importa, e sem mais um pingo de juízo volto a conversar com a pessoa. 
Fico duas vezes mais envolvida do que antes, fica nadando naquele monte de esperanças... Mesmo sabendo que tudo será igual. 
Obviamente ela irá me magoar de novo, e eu sofrerei pensando "por que dei aquela segunda chance?" 
A resposta? 
É por que sou realmente idiota. 

16 de jan. de 2015

Pessoas falsas

Isso irrita sabe? 
Elas estão em toda parte, todos os grupos, em todas as ocasiões... 
Com ajuda das redes sociais fica cada vez mais fácil de lembrar de datas e acontecimentos, como por exemplo um encontro de amigas, uma prova, uma festa, um feriado, um "date", uma reunião e os aniversários.... Ah, aniversarios... 
Ontem foi aniversário de alguém, nem lembro quem, mas o facebook me avisou. 
Não era uma grande amiga, então não dei parabéns... Mas de qualquer modo fui ver a página da pessoa. 
Muitos parentes, professores, e conhecidos da escola já haviam deixado seus recadinhos e mensagens de parabéns. Algumas com poucas frases, outras com textos enormes, algumas com fotos ou pequenos vídeos.
Isso acontece com todas as pessoas. 
Fico me perguntando quantas daquelas muitas pessoas realmente sabiam que era aniversário dela? Que acordaram pela manhã já sabendo q dia era hoje? 
A opção de data no meu facebook sempre foi desativada, nunca fiz questão de receber 1 milhão de recados. 
A alguns dias atrás foi meu aniversário, e um pouco antes do dia chegar fiquei pensando em quem lembraria do meu aniversário. 
Logo me dei conta que apenas as pessoas que realmente se importavam comigo iriam lembrar. 
Não foram muitas pessoas mas com certeza foram as mais importantes... 
Foi bom saber que elas se lembraram, que elas não se esqueceram de mim. 
Essa sensação também quero passar para as pessoas que eu gosto... 
Não há necessidade de me notificar, os aniversários importantes sempre estarão guardados comigo. 💕

12 de jan. de 2015

Problema

Essa semana tive um sério bloqueio em meus pensamentos, isso também significa que a criatividade para textos foi afetada.
Muitas coisas aconteceram nesses últimos dias... a virada do ano, meu aniversário, viagem para a praia, uma "surpresa" meio desconfortável... coisas que me chocaram de alguma forma.
Estou perdida, não consigo me organizar...
Toda vez que tento pensar a respeito dessas coisas surge um obstáculo, alguma coisa me impede de me concentrar na resolução do problema.
Já tive isso outras vezes mas essa não está normal.
Tento escrever, já que é a única forma que encontro para expor meus sentimentos, mas fico olhando para o papel e para a caneta sem saber por onde começar, onde está o inicio da história?
A história tem ficado pendente, apenas acumulando fatos e problemas. Acho que agora estamos no cumulo de tudo isso, não tem uma saída.
Como resolver uma situação tão delicada?
Conversar com pessoas não ajuda, por que afinal nem eu sei o problema...
Esquecer também não é uma opção por que eu estaria acumulando ainda mais, tornando-a impossível de lidar.
Tentei escrever aqui por um motivo, para eu ter absoluta certeza que tenho um problema, e que dessa vez, não tenho como resolve-lo.


 
 
Lele Ribeiro