17 de jan. de 2015

Confesso que sou idiota

Não sei vocês, mas sou do tipo de pessoa que se envolve profundamente em qualquer situação ou motivo. 
Uma amizade, um segredo, uma paixão, uma briga... Aquele tipo de pessoa que transforma tudo em drama. 
Com esse tipo de atitude o mínimo que posso esperar são decepções, e não do tipo pequenas, me refiro à grandes decepções. 
Sou daquele tipo de pessoa que sofre muito por causa de uma briga ou de um simples vácuo no Whattsapp, que transforma uma pequena tristeza em um desastre mundial.
É nessas horas de explosão digo a mim mesma que nunca mais vou desculpar a pessoa que me magoou, que nunca mais irei olhar para ela/ele. 
Bloqueio nas redes sociais e tento criar um ódio profundo por essa pessoa, tento esquecê-la e admitir que estou melhor sem ela. 
Tudo ótimo, a tática de ódio funciona, até o certo momento que bate a saudade, que as memórias retornam à toa. 
Nessas horas procuro uma ajuda amiga, alguém que sempre estará disposta a ouvir. 
Ela me faz relembrar dos fatos, reviver o momento de explosão e ódio, e me ajuda a ficar firme. 
Mas sou menina, e assim como 98% delas tenho um ponto fraco, o coração. 
E de repente, de uma hora pra outra a pessoa que tanto havia me magoado volta, com aquele jeitinho fofo de ser, e acerta em cheio onde mais dói, aquele lugarzinho mesmo onde o restinho de sentimento está repreendido. 
E na hora parece que aquele muro de ódio desaba, que nada mais do passado importa, e sem mais um pingo de juízo volto a conversar com a pessoa. 
Fico duas vezes mais envolvida do que antes, fica nadando naquele monte de esperanças... Mesmo sabendo que tudo será igual. 
Obviamente ela irá me magoar de novo, e eu sofrerei pensando "por que dei aquela segunda chance?" 
A resposta? 
É por que sou realmente idiota. 

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