7 de mar. de 2016

Confiança

Eu odeio ser o alvo de olhares que não consigo decifrar. Não sei se estão admirados, zoando, ou falando mal. Não confio na pessoas, nem na imagem que estão criando de mim.
Odeio não estar nesse meio, não saber o que está acontecendo ou do que estão falando.
Odeio temer os comentários de gente que um dia confiei.
Amizade é um treco interessante, difícil de fazer e muito simples de perder. Você se abre, confia na pessoa, conta segredos e divide sonhos. Mostra seu melhor lado e a melhor das suas intenções. Logo, em questão de segundos, você perde a tal maravilhosa amizade. Tudo agora está nas mãos daquela pessoa, ela pode guardar tudo ou pode te destruir.
É aquele momento que você começa a se questionar "ele é o tipo de pessoa que me destruiria?" "eu devia mesmo ter confiado nele?", começa a temer uma pessoa que, até ontem, você não conseguia soltar.
Da verdade eu não tenho medo, sou quem sou e só contei verdades, não tem nada que eu fiz ou disse que eu me arrependa. Mas o mundo distorce cada palavra dita, conta mentiras e inventa histórias, disso eu tenho medo, pois as pessoas não sabem reconhecer mentiras, acreditam em tudo, sem me conhecer, não vão atrás da verdade.
Olhares causam duvida, medo, insegurança. Destroem a autoestima e principalmente a confiança.
Confiar em pessoas é um dos maiores erros, que eu costumo cometer com frequência. Mas se você pensar em viver sem confiar em alguém seria a coisa mais difícil de se fazer, seria suicídio social...
A grande questão é: como confiar, se toda hora alguém nos desaponta?




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