Querido blog, diário, ou sei lá, terapeuta.
Eu sei que estive fora por muito tempo, e talvez esse texto
saia grande demais, mas é que eu não escrevi nada do que esteve acontecendo
nessa última semana. Escrevi no meu caderno verde, por que aí, ninguém vai ler.
A verdade é que três pessoas que eu considero muito sabem da
existência desse blog, e é difícil falar delas, sem magoar, ofender ou chocar.
Mas eu acabei me tocando que uma hora ou outra, elas vão se deparar com textos
sobre elas, e que então eu não deveria esconder meus pensamentos e textos.
Vou escrever em um texto só, um “resumo” dessa semana maluca
que eu tive, focando nessas três pessoas.
A primeira pessoa é um menino novo. Um texto aqui foi
direcionado a ele, e bem... acho que ele já sabe a importância dele por aqui.
Tá todo mundo me enchendo, dizendo que eu só o conheço a 20
dias e que eu deveria tomar cuidado. Eu sei sim que preciso de um pouco mais de
juízo do que tenho, mas isso pra mim não importa.
Ele é muito parecido comigo, em muitas coisas até. No jeito
exagerado de ser e sentir as coisas, no jeito besta de acreditar na bondade das
pessoas e do jeito idiota de estar sempre correndo atrás. A gente se parece em
algumas manias, em alguns tipos de filmes ou gostos. A gente é parecido no
jeito de pensar, e tivemos uma criação diferente da maioria dos nossos amigos.
Ele odeia a palavra “ficar” por exemplo, não existem mais pessoas assim. O único
defeito é que ele tem uma séria paixão por presunto, que eu acho uma das comidas
mais detestáveis do mundo.
As pessoas acham que ele é gay, e vou dizer que eu não tenho
100% de certeza da heterossexualidade dele, mas se ele diz que não é, e meio
que me provou isso, eu vou acreditar nele. As pessoas acham o jeito dele
estranho (inclusive a minha mãe), mas eu acho que esse jeito que ele tem, o
jeito que ele fala, e os gostos que ele tem é o que o deixam excêntrico.
Talvez eu tenha um certo tombo por ele. E ele por mim. O
jeito que ele me olha, me faz sentir a garota mais linda do mundo, o jeito que
ele me entende me faz sentir a garota mais normal possível, o jeito que ele
fala comigo me faz sentir especial.... Acho que ninguém nunca me fez sentir
tudo isso ao mesmo tempo...
Talvez essa leve paixão tenha sido repentina demais, eu
concordo plenamente com todo mundo que está me dizendo isso. Mas eu só quero
dizer que gosto dele, e mesmo que não seja nesse momento, acredito que teremos
algo. Ele pediu pra namorar comigo, a razão disse um “não” bem rápido, mas só
por um tempo. Quero conhece-lo melhor, pra que essa coisa maravilhosa que nós
temos agora possa durar bastante no futuro.
Em segundo lugar temos outro menino, o anterior, o que eu
amava ano passado, o que eu ainda não esqueci 100%.
Eu não amo mais ele, eu sei disso. Acabou, e eu tive que
superar pela 3ª vez... Acho que por ser o terceiro término, e por um motivo bem
decente, me fez superar tudo mais rápido.
É claro que eu me magoei, que eu quis chorar como se o mundo
tivesse acabado, mas eu fui me ocupando, sai com minhas amigas, conversei com
pessoas novas, vi filmes mais alegres e fiz novas decisões pra minha vida, isso
ajudou a superar.
Eu achei que nunca mais íamos nos falar, e então de repente ele
aparece pra falar comigo. É claro que eu gostei, eu estava com saudades e
achava que tinha perdido meu melhor amigo.
Em uma das conversas não resisti e apelei pro lado
sentimental, e foi quando ele disse que ainda me amava. Foi um choque sim, eu
gostava dele ainda, mas eu já tinha feito de tudo para superar, já tinha
acostumado com a ideia dele nunca mais voltar...
Continuamos a conversar normalmente, e então chega o menino
novo. Isso causou uma reviravolta, um ciúme completamente fora do normal e um
clima estranho entre a gente. Eu pensava tipo “Você que terminou comigo, que
direito tem de ter ciúmes? ” Mas eu entendo o ponto dele, eu também tive ciúmes
e você já vai entender por que.
Tentei continuar aquele lance de “ainda gosto de você, estou
com saudades, um dia vou te visitar aí, aguarde” (eu realmente acreditava nessa
possibilidade), mas eu pensei em algo que minha mãe me disse e que lá no fundo
ela tem razão “Ele não vai voltar Leticia, ele não pode te fazer ficar
esperando pra sempre. ”
Depois de um tempo tive que ser sincera, e contar pra ele
que eu estava gostando do garoto novo, e que eu não ia conseguir dar uma chance
pro menino se continuasse falando com ele. Acho que lá no fundo ele não aceitou
bem, mas por fora, fingiu ter aceitado muito bem. Mas em troca eu recebi “Bom, final
feliz pra nós dois, eu voltei a falar com a Nat” (A menina que ele gostava
antes de gostar de mim, e que eu sempre tive certeza que ele gostava um pouco
dela).
Doeu. Doeu lá no fundo. Doeu como se ele não ligasse pro que
eu sentisse, na verdade, acho que ele realmente não liga agora. Ele não
entendeu que eu só falei do menino novo pra ele por que não queria que ele
descobrisse depois, por outra pessoa. Não falei pra machucar, falei pra evitar
machucados maiores... E em troca recebo uma facada no coração... Justo não é?
Acho que depois disso nada vai ser igual, ou chegar perto do
normal. Acho que mesmo com a minha tentativa de continuarmos amigos não vai dar
certo.
Mas sabe de uma coisa? Não me arrependo de ter falado sobre
o menino novo, eu precisava fazer isso, por nós dois, para que no futuro tudo
dê certo, e seja 100% honesto.
Por fim, como ultima pessoa desse texto obviamente gigante
tem a minha mãe.
Não tenho muito para falar sobre ela. Ela estava certa sobre
o menino anterior, ela sempre esteve certa sobre esses assuntos.
Em compensação acho que ela não entendeu muito bem que eu
REALMENTE gosto desse menino novo, e que ele REALMENTE gosta de mim. Ela é meio
preocupada demais, meio desconfiada... E eu super entendo o lado dela, ela quer
me proteger eu acho, quer cuidar de mim...
Mas tudo que eu preciso dela é que ela confie em mim, e
aceite minhas escolhas.
Talvez ela ache esse menino novo meio estranho, talvez ela
suspeite e ache estranho o jeito que nos demos tão bem em tão pouco tempo,
talvez ela só queira evitar problemas ou arrependimentos. Mas mãe, se você ler
isso, e eu sei que você vai, entenda que mesmo com todas as 1000 duvidas que eu
tenho, com todos meus dramas adolescentes e com todas as novas experiências, eu
sei o que eu tô fazendo, eu confio no que eu faço, e acredito nas minhas
escolhas. Eu só preciso de você lá pra apoiar, pra me deixar sair com ele, pra
me deixar conhecer o mundo e as pessoas, e aprender com tudo o que eu vivo.
Preciso de você lá quando tudo terminar e eu precisar de um ombro pra chorar,
preciso de você lá pra dizer que mesmo tudo tendo acabado, valeu a pena, pra
dizer o famoso “tudo vai dar certo”.
Não precisa ser tão preocupada comigo, eu sei que mesmo eu
dizendo isso você vai continuar se preocupando do mesmo jeito e talvez, quando
chegar em casa, me passe um outro sermão de mãe... Te amo por isso, mas pode
confiar em mim, você criou uma boa (e inteligente) pessoa.
Acho que esse é o fim do texto de 1452 palavras... Eu sei
que eu disse muita coisa, e mesmo assim sinto que faltou muito pra dizer. Sei
que as pessoas que eu mencionei aqui vão ler isso, então posso pedir um favor
pra vocês? Entendam que eu sou uma pessoa complicada, e que vocês são uma parte
muito importante da minha vida, e que se eu escrever mais sobre vocês aqui, é
por que vocês continuarão sendo importantes... Eu preciso escrever o que eu
sinto, pelo que eu estou passando, e vocês fazem parte dessa grande confusão de
sentimentos. Desculpa se algum dia, com as minhas palavras, eu magoar vocês,
não é por mal, é por impulso.
Esse texto gigante era necessário, e se você leu tudo,
obrigada, espero que entenda mais ou menos pelo que eu estou passando.

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