8 de abr. de 2015

O anônimo



Hoje em dia com o aumento de redes sociais, aplicativos e joguinhos inúteis fica difícil ter uma privacidade 100% completa. Na verdade quem é que tem uma privacidade completa né?
O que tem me incomodado é que as pessoas acham que só por que estão atrás de uma tela tem o direito de fazer o que quiserem. Elas acham que não podem ser pegas ou pelo menos alcançadas.
Entrei nesse novo aplicativo (inútil admito), o KIWI.
Eu gostei do aplicativo. Você pode perguntar qualquer coisa e a pessoa vai te responder se quiser. Legal pra quando você quer simplesmente passar o tempo.
O problema é o anônimo, as pessoas não sabem usa-lo. Ou sabem usar até demais.
A ideia desse anônimo é fazer perguntas que você realmente gostaria de perguntar na vida real e não consegue. Afinal... quem nunca passou por essa situação?
Querer saber de quem o menino mais bonitinho da sala está afim, o que as pessoas acharam do seu novo corte de cabelo ou saber a opinião das pessoas sobre aquela menina ridícula que entrou recentemente na escola... o anônimo serve pra isso.
Mas existem aquele tipo de pessoa, que deveria ser exterminado, que usa o anônimo para acusar, para ofender, para te fazer se sentir menor.
É bullying virtual se você quiser classificar essa atitude como séria.
Essas pessoas realmente não pensam direito no que fazem. Não pensam que talvez, a pessoa que está do outro lado da tela pode se sentir ofendida.
De acordo com alguns sites do Google, 40% dos adolescentes do fundamental II estão envolvidos com o bullying na escola. Imagina pelo computador, onde as pessoas que praticam o bullying tem muito mais poder e o pior o anonimato.
Estão divulgando a vida pessoal de um monte de gente, revelando segredos e se intrometendo na vida dos outros e tudo o que podemos fazer é olhar...
Um desses comentários idiotas me atingiu, falou mal de alguém que eu amo, falou mal das minhas escolhas, falou de tudo.
Não vou falar que revidei com uma resposta ainda mais ofensiva, pois não foi o que eu fiz.
Esse tipo de pessoa quer a nossa atenção, quer que nós revidemos com raiva para ele ter ainda mais motivos para nos atacar...
E você, o que faz?
A verdade é que você tem duas opções, dar ao anônimo o que ele quer, respostas irritadas e a prova de seu desiquilíbrio ou você ignora. Finge que nunca ouviu aqueles comentários, seja positivo e diga “isso não pode me atingir” “ ele/ela não podem me atingir”. Afinal, se você teve uma escolha quem é que pode opinar?

Sua vida, é você que toma as decisões, é você que julga o que é certo ou errado, o bonito ou o feio, o bom ou o mal... 

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