Enfim chegou a hora de te contar, eu sabia que era um risco, que talvez as palavras não sairiam do jeito que eu queria, ou que você não iria escutar. De qualquer modo, depois de um leve tempo "gaguejando" e evitando o assunto não deu pra sair daquela situação, você queria mesmo saber.
No momento que eu disse foi como se um peso saísse das minhas costas, como se não tivéssemos mais segredos, como se a situação ainda fosse a mesma.
Sua resposta não foi exatamente a que eu esperava, você não se surpreendeu, não se pronunciou, só falou que sabia disso e cortou o assunto.
Mas, essa sua resposta fez com que surgissem mil perguntas a mais na minha cabeça... tais como:
-- Se você sabia, por que não tentou mudar? Por que não interferiu?
-- Por que me convenceu de aceitar certas coisas que você sabia que eu não queria?
-- Por que nunca tentou tocar no assunto?
-- Por que você foi bobo?
Perguntas talvez que eu nunca saiba a resposta, chances que talvez eu perdi.
Imagino se tudo tivesse sido diferente, se eu estaria com você, se eu estaria feliz, se eu teria encontrado a pessoa certa.
O que o fez pensar que ignorar isso seria o certo?
Seilá, eu ainda tenho uma esperança. Esperança de que agora, enquanto você volta pra sua casa, você esteja pensando no que eu disse, pensando nas respostar para todas as minhas perguntas, ou talvez, pensando em como concertar isso.
Vou esperar você me mandar uma mensagem, aparecer, dar um sinal de vida, mesmo sabendo que talvez você não venha.
Não sei se eu deveria ter te contado, mas eu creio que se ainda temos uma chance, te contar, foi a melhor coisa a fazer.
Mas se eu pudesse te dizer apenas uma coisa a mais, diria que eu não me arrependo de nada.
27 de out. de 2014
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário