- Não. Eu conheço ela melhor, ela é minha amiga!
- Ah é? Você conheçe mesmo ela?
- Sim.
- Sabe então que ela se sente sozinha de vez enquando mas não fala com as melhores amigas por que não quer atrapalhar e demonstrar fraqueza? Você sabe o quanto ela se preocupa com os outros, e ignora os problemas dela? Você sabe de quem ela gosta, ou quem ela gostaria de ter de volta? Sabe que ela não gosta de ir pra casa do pai, ou que se sente ignorada na casa da mãe? Sabe como ela gosta de conversar sobre coisas bobas como comida, e shoppings? Sabe que ela tenta ser alguém que ela não é só para ser aceita pelos amigos? Sabe que ela me contou tudo por que as melhores amigas dela nunca se importariam?
Sabe que ela se sente sozinha mesmo quando estamos perto?
- E você? Sabe o quanto ela está apaixonada? Sabe que ela posta um monte de indiretas no twitter e que escreve um blog sobre o que ela sente? Sabe que ela colocou um toque especial para quando você manda mensagem? E que ela nunca desgruda do celular na esperança que você converse com ela? Sabe o quanto ela fica desapontada quando você fala com todo mundo menos com ela? Sabe que ela escreve musicas pra você? Sabe o quanto ela queria ganhar um abraço, seu abraço? Sabe o quanto ela gosta das suas brincadeiras e piadas idiotas? E sabe o quanto ela sente a sua falta?
Então o silêncio permanece enquanto eles refletem, os dois a conheciam tão bem, mas ao mesmo tempo não sabiam nada sobre a misteriosa menina que conheciam.
Na verdade ela era assim mesmo, nunca se decidia, sempre gostou de ficar sozinha, e quando ela precisava conversar jamais dizia o que sentia ou o que realmente estava acontecendo. Ela era confusa, e ao mesmo tempo simples, se entregava e ao mesmo tempo se escondia, ela era tudo e não era nada.
- Prazer, eu.

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